2015

Corpo Ruindo

A performance de longa duração realizada do 09/03/2015 até 10/05/2015 – Terra Comunal / Marina Abramovic + MAI – Curador: Marina Abramovic, Paula Garcia e Lynsey Peisinger – SESC Pompeia em São Paulo, Brasil. A ação coloca em confronto as sensações de peso e leveza ao reunir resíduos metálicos com ímãs. Paredes e teto são impregnados de força magnética; à medida que as peças e detritos se espalham, acontece uma espécie de soterramento invertido do espaço. Durante dois meses, seis dias por semana, oito horas por dia, a artista trabalha nessa sala jogando resíduos de ferro, com até 30 quilos, nas paredes e teto magnetizados. Após o preenchimento das paredes e teto, as peças são retiradas e colocadas no centro da sala e lançadas nas paredes e teto novamente, a ação se repete durante dois meses.


Video documentação performance de longa duração realizada do 09/03/2015 até 10/05/2015 – Terra Comunal / Marina Abramovic + MAI – Curador: Marina Abramovic, Paula Garcia e Lynsey Peisinger – SESC Pompeia em São Paulo, Brasil.
Os ímãs “colam” os ferros sem deixar resíduos através da força do magnetismo. O magnetismo está presente de várias maneiras em nosso cotidiano, pelas ondas eletromagnéticas como as encontradas nos aparelhos de som e nos transportes. Os ímãs em meu trabalho são elementos para discutir forças, não só subjetivas mas também sociais, que atuam para consolidação de um sistema de poder que molda corpos, sentimentos, subjetividades, verdades… E o que se vê, na verdade, são corpos em desmontagem, em desmoronamento. Nessa ação, a artista revela essas forças, e ao mesmo tempo, é modificada por elas em decorrência também de um enorme esforço físico. O ambiente se torna o suporte sobre a qual as formas de conflito se inscrevem.